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Santa Izabel ganha fábrica de colchões com incentivo financeiro do governo

02/09/10
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O município de Santa Izabel do Pará, a 36 quilômetros de Belém, deu mais um passo em direção à diversificação da sua indústria, com a inauguração, nesta quarta-feira, 1, da fábrica da Ortolite, que produz 1,5 mil colchões por dia no município e emprega 150 pessoas, 60% delas de Santa Izabel e de cidades vizinhas, graças aos incentivos financeiros do Governo do Estado, que permitem a devolução de 75% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) pagos pela empresa.

É a terceira experiência com incentivos financeiros no Estado. As outras com outra fábrica de colchões, a Ortobom, e com o projeto de produção de óleo de palma da Palmasa.

O industrial Carlos Alberto Oliveira, da Ortolite, recebeu o secretário de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, Maurílio Monteiro, e o prefeito de Santa Izabel, Marió Kato, para a cerimônia de descerramento da fita inaugural da fábrica, que fica no Km 36 da rodovia BR-316, seguida de um brunch para todos os convidados e funcionários da fábrica, na manhã desta quarta. Oliveira elogiou o arcabouço jurídico que permitiu a concessão de incentivos fiscais e financeiros à empresa.

“No primeiro mês, pagamos R$ 250 mil de ICMS, que já foram devolvidos para a empresa”, comemorou Carlos Alberto Oliveira, ao explicar o mecanismo dos incentivos financeiros. “O Pará é a bola da vez, aqui teremos muito desenvolvimento a partir do setor mineral, muita gente virá para cá e estamos aqui para vender para essa gente”, previu.

A fábrica da Ortoline, instalada em uma área de 25 hectares, será ampliada em mais três plantas industriais, para produzir cadeiras de plástico, estofados e assentos de espuma. É a quarta da Ortolite no Brasil, depois de Pernambuco, Bahia e Ceará.

Ao discursar, Carlos Oliveira disse que a intenção inicial era construir a fábrica no Maranhão, no entanto, o Pará acabou sendo mais vantajoso para o empreendimento. “O Pará venceu!”, disse o empresário, que agradeceu ao secretário Maurílio Monteiro, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia (Sedect), “que desde o início nos apoiou”.

“O Pará está preparado para qualquer demanda de empresas de qualquer parte do País”, disse Carlos Carvalho, que saudou empresários do comércio não só do Pará, mas também do Maranhão e do Amapá, presentes à inauguração, e que vão comercializar os colchões fabricados no Pará.

O secretário Maurílio Monteiro parabenizou Carlos Carvalho pelo fato da Ortolite estar produzindo bens para o consumo em outros estados brasileiros, e elogiou a geração de empregos pela fábrica. “Nós sabemos o quanto é importante a pessoa chegar ao final do mês e dizer: ‘ganhei com o meu suor! ’”, disse Maurílio, acrescentando que a burocracia pública não serve apenas para dizer “não”, mas também para dar oportunidades.

A operária Francisca Rocha Muniz, 49 anos, trabalhou na fábrica da Maso, em Ananindeua, que fechou em setembro de 2008. Como tem qualificação em fabricação de colchões, mudou-se para Pernambuco, onde trabalhou na unidade local da Orotolite. No entanto, agora, ela pôde voltar ao Pará, trazida pela própria empresa, para ajudar a qualificar os trabalhadores locais. “Depois que a fábrica da Maso faliu, fui para Recife, mas agora estou de volta”, comemorou Francisca.

O prefeito de Santa Izabel, Marió Kató, lembrou que Santa Izabel começou como produtor de hortaliças, ainda na época da Estrada de Ferro de Bragança, e hoje produz 55% de todo o frango consumido no Estado, no entanto, caminha a passos largos para a industrialização, com a vantagem de ter terras mais baratas que os vizinhos Castanhal e Benevides, para a implantação de empreendimentos. “Quero transformar o município em uma área industrial”, disse Kato, que elogiou a negociação feita pelo governo para atrair o empreendimento para Santa Izabel, e ofereceu a estrutura da sua Secretaria Municipal de Trabalho para ajudar a qualificar a população pra trabalhar na fábrica da Ortolite.